Espaço para amigas que queiram deixar uma crônica bem-humorada sobre a magia de ser mulher e ainda as experiências que nos levam a crescer ainda mais. Somos mais que guerreiras, somos Mosqueteiras!!!!! UMA POR TODAS E TODAS POR UMA!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
OPRESSÃO OU PRESSÃO?
Me sinto oprimida. Oprimida pelo meu trabalho, pelos meus chefes, às vezes pelos meus pais e até pelo meu filho. Acreditem! Não foi um minuto nem um dia apenas. Por muitas, muitas vezes, me senti esmagada. Em outros momentos, abandonada...
Sempre fui muito independente. Tomo frente de tudo, lembro-me de tudo, resolvo tudo. Ufa! Talvez seja o resultado do mundo que se apresentou a mim. Por NECESSIDADE, fui obrigada a exercer papéis duplos, triplos. Casei-me e não encontrei o que se espera de um companheiro: solidaderiedade. Separei-me com a certeza absoluta do que estava fazendo. É que não mudou muita coisa. Continuo sozinha. Mas me decepcionei com pessoas nas quais acreditava e das quais queria um ombro. Vou levando...
Não é mole tentar abraçar o mundo com bracinhos proporcionais a uma mulher de 1m60. Dou conta dali, dou conta daqui. E eu, onde fico? Que tempo tenho pra mim?
Amo o meu filho. E será meu amor maior e eterno. Porém, errei em alguns pontos da criação dele. Pequei pelo excesso. Quando saía do trabalho (às 21h), ele estava em casa, me esperando pra brincar. Eu dava corda. Depois, meu horário mudou. E ele passou a ficar o dia inteeeeeiro na escola. Rotina pesada pra mim e pra ele, em tão tenra idade. Pode parecer bobagem, mas me culpo pelo possível sofrimento dele: por ter de rebocá-lo da cama de manhã, pelas doencinhas da escola, por não se alimentar tão bem quanto eu planejava.
Conclusão: hoje, ele é um grude comigo. Não por culpa dele. Mas ele nunca teve babá, não temos empregada, não está acostumado a ficar na casa de um ou de outro. Me derreto quando ele me abraça, deita no meu colo e faz declarações de amor. Só que, minutos depois, fico p... da vida por NÃO dizer NÃO de forma veemente; por não me impor mais.
Quantas vezes fui interrompida ao telefone, quantas vezes fiquei sem comer ou tomar banho na hora em que eu queria? Quantas vezes abdiquei de tudo, dos meus quereres em prol dos de outrem? Acho que só não adoeço, só não caio em depressão, porque tenho uma constituição física forte. E porque ainda consigo tirar proveito das coisas boas. Ainda consigo sorrir. Ainda consigo erguer o humor mesmo diante do caos.
Fato é que sou mulher e quero continuar exercendo o meu lado feminino. Preciso de uma válvula de escape. Preciso de alguém que diga: "Deixa que eu carrego isso pra você", "Pode sentar lá que eu resolvo aqui". Preciso de momentos felizes, intensos. Mesmo que eles sejam efêmeros! Nunca se sabe o dia de amanhã. Cansei de ser supermulher!!!
Se alguém tiver uma receitinha caseira, serei muito agradecida.
Encerro este post com a frase de Francis Bacon: "Triste não é mudar de ideia. Triste é não ter ideia pra mudar."
DEUS QUE ME OLHE!
AMÉM!
Sarah
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